FITES CONVOCA SINDICATÁRIOS ÀS RUAS POR JUSTIÇA E DEMOCRACIA

Neste 8 de Março, Dia Internacional da Mulher, a FITES traz nossas vozes, nosso protesto, nosso canto, nossas bandeiras, nossa irreverência para as ruas. Chegaremos unidas para mostrar, mais uma vez, que este é o nosso lugar e o nosso papel. Afirmar que as mulheres chegam para resistir e não deixar que as aprisionem. Chegam para dizer não à reforma da Previdência, para gritar por justiça por Marielle e para defender a nossa democracia!

Vivemos um momento muito grave de retrocesso político e retirada de direitos. Para as mulheres, essa situação é agravada, pois, além de perder direitos com a reforma trabalhista e com a diminuição dos gastos em políticas públicas de saúde, educação, assistência social, sofremos a opressão do machismo, do racismo, do assédio e da misoginia, que estão arraigados na sociedade.

Nós, mulheres, trabalhamos mais porque acumulamos as tarefas domésticas, os cuidados com os filhos e com os idosos da família. Somos a maioria no trabalho informal e ainda sofremos com as desigualdades salariais, a divisão sexual do trabalho que sobrecarrega nossas vidas, o racismo institucional, a criminalização dos nossos corpos, as altas taxas de violência doméstica e urbana e com o feminicídio. Tudo isso porque somos mulheres e, especialmente quando somos mulheres negras, lésbicas, bissexuais e transexuais.

O assassinato da vereadora Marielle Franco exemplifica muito bem essa realidade. Marielle era negra, lésbica e uma lutadora das causas das mulheres, do povo negro, da população LGBTI e das minorias. Marielle foi silenciada em 14 de março de 2018, mas sua morte não vai nos calar. Ampliaremos nossas vozes e defenderemos o legado de Marielle em defesa dos Direitos Humanos, gritando que não seremos interrompidas!

As vidas das mulheres negras importam! Queremos respostas e justiça para o assassinato de Marielle e que a extrema direita fascista pare de nos matar!

O governo Bolsonaro ignora tudo isso, propaga o fundamentalismo religioso e diz que a luta por direitos e dignidade das mulheres é vitimismo. Mas a nossa luta é resistência!

As mulheres foram unidas às ruas em 2018 dizer que #EleNão nos representa. Neste 8 de março, também estaremos unidas nas ruas para lutar contra a reforma da Previdência e em defesa de uma aposentadoria digna, porque o projeto apresentado e defendido pelo governo Bolsonaro e seus aliados não nos atende. Nós, mulheres, seremos a parcela da população mais atingida por essa reforma, pois teremos que trabalhar e contribuir mais tempo para ter direito à aposentadora, principalmente as agricultoras, trabalhadoras rurais e professoras.

A proposta do governo Bolsonaro desconsidera completamente que as mulheres brasileiras historicamente acumulam múltiplas jornadas de trabalho. Em um mercado de trabalho não igualitário, a reforma da Previdência vem para precarizar ainda mais as nossas condições de trabalho e aposentadoria.

É preciso lutar também pela liberdade democrática, que tem sido cada vez mais atacada e ameaçada. Exemplo desses ataques à democracia é a perseguição, o encarceramento, a propagação de fake news e ameaças promovidas contra lideranças dos movimentos sociais e da esquerda. A vida arbitrária e indevida do ex-presidente Lula é uma demonstração clara desses ataques. Além disso, as perseguições contra Guilherme Boulos, Jean Wyllys e Manuela D’Ávila, bem como o aumento de agressões e assassinatos contra líderes da luta do campo e da cidade, revelam que há uma escalada da violência política no Brasil.

Neste 8 de Março, todas as mulheres bem como a sociedade, precisam se opor a tudo isso. Precisam exigir que as reivindicações sejam ouvidas e reconhecidas para garantir os direitos. Vamos às ruas lutar pela democracia, por uma aposentadoria digna para todas e todos, e por justiça por Marielle.

A FITES convoca todas as mulheres e os homens da base das Entidades Filiadas para se unirem na luta de resistência em defesa da vida, por igualdade, liberdade!


Federação Nacional dos Trabalhadores em Entidades Sindicais