BOLSONARO QUER QUE O BRASIL DÊ A ELE UM CHEQUE EM BRANCO

Que Jair Bolsonaro não respeita as mulheres todos sabemos – a grosseria feita com a colega parlamentar Maria do Rosário foi um dos muitos exemplos; que ele é racista, também – o modo preconceituoso como se referiu recentemente a uma comunidade quilombola mostrou; que é intolerante com a população LGBT, idem – a insistência em propagar uma mentira, o tal “kit gay”, prova isso; e que é um defensor do uso da força contra opositores e marginalizados, nem precisamos lembrar – a pregação em favor do uso da violência e os gestos exibidos em público falam por si mesmos.

Tudo isso teria sido suficiente para que Bolsonaro tivesse sido descartado já no primeiro turno. Conforme sabemos, não foi. Já era hora, então, de termos clareza do que pode acontecer conosco – o que inclui o futuro de direitos trabalhistas como o 13º, e sociais, como a aposentadoria – caso ele vença.

Ao contrário disso, volta e meia Bolsonaro tem desmentido afirmações de aliados como o vice Mourão e o economista Paulo Guedes, a quem ele confia todas as respostas que, por si mesmo, não consegue ter. A cada surto de sinceridade desses parceiros, Bolsonaro corre para a internet para desautorizá-los. Quem fala a verdade?

Para piorar, tem se recusado a participar de debates e a explicar o que permanece oculto para o eleitorado. Outros exemplos: qual será o índice de reajuste do salário mínimo? Como o futuro governo pretende retomar o emprego? Que destino será dado à Petrobras e à Embraer? Ninguém sabe. Só se sabe das mentiras que circulam sem parar no WhatsApp. 

Bolsonaro quer que o Brasil dê a ele um cheque em branco para governar. Seus eleitores precisam se conscientizar disso enquanto é tempo. O que está ruim pode piorar muito. Para o povo, é claro.